<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-34597612</id><updated>2011-04-21T16:15:50.219-03:00</updated><title type='text'>Andarilhos da Tempestade</title><subtitle type='html'>Considerações sobre uma vida louca, confusa e, por vezes, solitária.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://caroperegrino.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caroperegrino.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Claudia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02295608924506898982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>24</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34597612.post-8493923876752030126</id><published>2007-11-04T04:23:00.000-02:00</published><updated>2007-11-04T19:43:03.207-02:00</updated><title type='text'>Falhas</title><content type='html'>ih... sumiu&lt;br /&gt;se fosse tão fácil apagar as falhas....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34597612-8493923876752030126?l=caroperegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caroperegrino.blogspot.com/feeds/8493923876752030126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34597612&amp;postID=8493923876752030126&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/8493923876752030126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/8493923876752030126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caroperegrino.blogspot.com/2007/11/falhas.html' title='Falhas'/><author><name>Claudia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02295608924506898982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34597612.post-1971690180681111984</id><published>2007-10-19T15:51:00.000-02:00</published><updated>2007-10-19T15:59:08.744-02:00</updated><title type='text'>Fragmentos</title><content type='html'>O problema é que partimos do princípio de que a normalidade existe e de que tudo, comportamentos, características, gostos... tudo segue uma curvatura normal.&lt;br /&gt;Um amigo que entende matemática me fez ver que aí está um grande problema. Em alguns casos, a normalidade pode não existir (*). Podem haver dois, três picos. É como a beleza das mulheres de bailes funks. Não seguem a curva normal. Ou as mulheres são muito feias ou são muito bonitas. O meio-termo, que devia ser maioria (isso seria a normalidade) quase não existe. A ponta da curva (muita feiúra) adiquire proporções enormes, a outra ponta também tem um pico.&lt;br /&gt;Isso é estranho. As vezes me sinto estranha por não me encaixar nesses picos. As vezes sinto que não tenho par nisso tudo, mas não por estar em uma das pontas da curva, por ser demais ou de menos e por isso, rara. As vezes sinto que simplesmente não me encaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gauss e sua normalidade. Cálculo, dispersão... nem sempre a normalidade existe. As vezes é apenas um traço imaginário que permite que organizemos as coisas pra nos sentirmos melhor.&lt;br /&gt;Nós acreditamos mesmo na normalidade. Se ela existisse, eu, você, todos nós seríamos normais. Mesmo os excessos fariam parte da variação esperada, seriam normais. Nós pertenceríamos.&lt;br /&gt;Mas nem sempre é uma questão de excessos, às vezes é uma questão de não fazer parte, de perceber que não há o normal e que, de repente, podemos nos descobrir extremamente sós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34597612-1971690180681111984?l=caroperegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caroperegrino.blogspot.com/feeds/1971690180681111984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34597612&amp;postID=1971690180681111984&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/1971690180681111984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/1971690180681111984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caroperegrino.blogspot.com/2007/10/fragmentos.html' title='Fragmentos'/><author><name>Claudia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02295608924506898982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34597612.post-3196035982709974311</id><published>2007-10-18T16:05:00.000-02:00</published><updated>2007-10-18T16:30:02.612-02:00</updated><title type='text'>Largando a Terapia II</title><content type='html'>Demorou ainda alguns dias,mas consegui dizer adeus. Não antes que a raiva passasse e eu conseguisse ver mais claramente meus motivos. Precisei de raiva e de rancor pra ter energia suficiente para tomar minha decisão.&lt;br /&gt;Foi um ano e meio de convivência íntima, de uma relação permeada de muita afetividade (afeto: capacidade de se deixar afetar pela experiência, perdendo até certo ponto a objetividade), de sentimentos estranhos que emergiam com a força de um vômito ou de uma onda de ressaca.&lt;br /&gt;É um processo intenso (descobri que vivo tudo na minha vida de modo intenso). Ainda está acontecendo. Ele definiu esse processo como um aprendizado de como cuidar de mim. Começou antes, com a dança; progrediu procurando ajuda quando já tinha ultrapassado todos os limites do suportável. Muita coisa mudou nesse tempo. O processo ainda está pra terminar, mas agora preciso seguir sozinha.&lt;br /&gt;O ciclo se fechou e eu preciso sentir qual é a força de minhas pernas, preciso saber se as mudanças realmente existiram ou se foi apenas o reflexo de uma dependência, de ter um canto pra correr quando as coisas apertassem.&lt;br /&gt;Agora o que está apertado é meu peito, vou sentir saudades, mas tenho certeza de que fui em boa hora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34597612-3196035982709974311?l=caroperegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caroperegrino.blogspot.com/feeds/3196035982709974311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34597612&amp;postID=3196035982709974311&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/3196035982709974311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/3196035982709974311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caroperegrino.blogspot.com/2007/10/largando-terapia-ii.html' title='Largando a Terapia II'/><author><name>Claudia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02295608924506898982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34597612.post-731425079617180961</id><published>2007-10-03T16:47:00.000-03:00</published><updated>2007-10-03T17:11:21.957-03:00</updated><title type='text'>Largando a terapia</title><content type='html'>"Você é livre", foi o que ele disse. E emendou com um desastroso " não dou alta pra nenhum dos meus pacientes, terapia é questão de escolha".&lt;br /&gt;Escolhi, mas ainda preciso criar forças para manter minha escolha.&lt;br /&gt;Termino a terapia como quem termina um namoro. Descobri agora que foi apenas isso, um suscedâneo para uma relação de verdade, uma rota de fuga pra que eu não tivesse que encarar minha própria impotência diante dos homens.&lt;br /&gt;Amor? Nunca foi isso,mas apenas a habitual dependência, minha muleta, meu espelho para não encarar a Medusa que mora dentro de mim.&lt;br /&gt;Agora meus sonhos ficaram tão claros... mas ele não percebeu. Aí é que está o problema, ele era pago pra entender.&lt;br /&gt;Não podemos conversar sobre isso. Há tanta mágoa, tantas incoerências, tanta decepção, que minhas críticas seriam confundidas com agressão. Pode parecer agressivo,mas não é! É apenas minha vida, meus valores, meus sentimentos. É descobrir que nos momentos em que mais precisei de ajuda profissional eu tive um amigo. Um mau amigo.&lt;br /&gt;Amigos eu tenho aos montes, e jamais pagaria pela amizade de qulquer um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso coragem. E essa não é uma das minhas qualidades. Mês passado eu tomei a mesma decisão... não cumpri.&lt;br /&gt;Mas agora não dá mais. Coragem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que existe algum bom psicólogo no mundo? Ou o problema seria da própria psicologia? Não posso avaliar. Em um ano e meio de terapia revi muito de minhas questões profissionais. Do pouco que conheço da teoria, posso afirmar que a prática não foi condizente. Mas o resultado seria diferente se houvesse maior rigor na análise?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34597612-731425079617180961?l=caroperegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caroperegrino.blogspot.com/feeds/731425079617180961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34597612&amp;postID=731425079617180961&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/731425079617180961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/731425079617180961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caroperegrino.blogspot.com/2007/10/largando-terapia.html' title='Largando a terapia'/><author><name>Claudia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02295608924506898982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34597612.post-9044397911371929509</id><published>2007-07-13T16:12:00.001-03:00</published><updated>2007-10-03T17:09:40.685-03:00</updated><title type='text'>EU SI FORMEI!!!!!!!!!</title><content type='html'>&lt;tt&gt; Voltei andando pela beira da praia, pensando. A prova que acabara de fazer era muito parecida com a do ano passado. Parei em um quiosque, pedi uma cerveja. O primeiro gole desceu deliciosamente. Agora eu tinha certeza: passei!&lt;br /&gt;Muitos dias de espera, medo. Depois foi tudo muito rápido. A espera pela meia noite e a lista do vestibular saindo com o meu nome. A matrícula, a semana dos bixos, as primeiras aulas nas quais eu não entendia nada...&lt;br /&gt;Isso foi em 2002. Em 93, com onze anos, deitada na cama do hospital eu tinha decidido ser psicóloga. Via o trabalho das psicólogas do hospital e achei bonito. Talvez ainda hoje não haja maior motivo do que esse: é uma profissão bonita.&lt;br /&gt;De 93 a 2002 esse sonho permaneceu, as vezes parecia impossível. Uma montanha muito alta e muito difícil de escalar. O fantasma da faculdade pública, faculdade de ricos, lugar de playboys e eu não sabia se teria condições.&lt;br /&gt;Foram dois anos de cursinho. No último, só fazia estudar. Aula de manhã, não faltar. Chegar em casa, comer, descansar e estudar. Se não conseguisse estudar tinha castigo: perdia a novela. Perdi também amigos, não havia tempo para eles. Namorados? Atrapalham, não pode. A montanha era muito alta e os finais-de-semana eram pros resumos.&lt;br /&gt;Passei, vivi, estudei. Hoje já sou outra, que aquela menina não existe mais.&lt;br /&gt;Mas me formei. Não ainda, mas de verdade. O último trabalho entregue. Agora é só papel pra comprovar que é verdade.&lt;br /&gt;É uma profissão bonita, e uma história bonita. E quem diz outra coisa é besta!&lt;/tt&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34597612-9044397911371929509?l=caroperegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caroperegrino.blogspot.com/feeds/9044397911371929509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34597612&amp;postID=9044397911371929509&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/9044397911371929509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/9044397911371929509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caroperegrino.blogspot.com/2007/07/eu-si-formei.html' title='EU SI FORMEI!!!!!!!!!'/><author><name>Claudia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02295608924506898982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34597612.post-929601342946152296</id><published>2007-06-11T16:25:00.000-03:00</published><updated>2007-06-11T16:33:16.922-03:00</updated><title type='text'>Depois do Teatro Mágico</title><content type='html'>estou cansada de antas discussões intermináveis. Cansada de ter que explicar tudo, e de novo, e mesmo sem saber.&lt;br /&gt;estou cansada de todos os meus personagens, agra só quero estar.&lt;br /&gt;nesse momento estou trabalhando. parece que todos os telefones do mundo estão na caixa postal. as crianças gritam insistentemente e posso ouvir o apito que organiza o jogo. elas Estão.&lt;br /&gt;quero me despir de todos os meus personagens, até mesmo o mais raro, até mesmo o mais caro. quero estar onde quer que eu esteja.&lt;br /&gt;quero que me atendam o telefone, quero concluir minhas tarefas, descobrir se vou ter férias. se estiver aqui quero trabalhar.&lt;br /&gt;se estiver fora quero viver outras coisas, mas não me importam as dicussões intermináveis. não me importa mais se me acham ou não inteligente. não quero ter que provar nada.&lt;br /&gt;não me importa o que querem de mim. não me importa  que eu acho que esperam de mim.&lt;br /&gt;também não quero falar de mim. não quero desabafar. não quero que me deêm suporte. espero apenas con-viver com as pessoas. rir ou chorar...não, prefiro rir. não quero que me sustentm e não quro sustentar ninguém. tenho conseguido evitar trabalhar fora do expediente. não posso salvar o mundo.&lt;br /&gt;aceito humildemente minhas impossibilidades, minha humanidade. quero apenas estar.&lt;br /&gt;Inteira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34597612-929601342946152296?l=caroperegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caroperegrino.blogspot.com/feeds/929601342946152296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34597612&amp;postID=929601342946152296&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/929601342946152296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/929601342946152296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caroperegrino.blogspot.com/2007/06/depois-do-teatro-mgico.html' title='Depois do Teatro Mágico'/><author><name>Claudia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02295608924506898982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34597612.post-548299893405183596</id><published>2007-05-31T21:25:00.000-03:00</published><updated>2007-05-31T21:28:37.410-03:00</updated><title type='text'>Universidade Livre</title><content type='html'>É, gente...o pau está comendo, o movimento começa a ficar tenso. Que rumo irá tomar?&lt;br /&gt;Sair agora, com vitórias, migrar para o DCE e tentar fortalecer o movimento por outros meios?&lt;br /&gt;Ou ficar, resistir até o fim arriscando o que já foi conseguido em prol de tentar começar um novo movimento político em São Paulo que seja mais transparente, mais justo e mais consciente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;informações: http://ocupacaousp.noblogs.org&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Té mais&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34597612-548299893405183596?l=caroperegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caroperegrino.blogspot.com/feeds/548299893405183596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34597612&amp;postID=548299893405183596&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/548299893405183596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/548299893405183596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caroperegrino.blogspot.com/2007/05/universidade-livre.html' title='Universidade Livre'/><author><name>Claudia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02295608924506898982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34597612.post-8438306980243756160</id><published>2007-05-17T02:53:00.000-03:00</published><updated>2007-05-17T03:02:35.653-03:00</updated><title type='text'>Enxurrada</title><content type='html'>Certas memórias são como fantasmas a nos assombrar.&lt;br /&gt;E elas sempre voltam, mesmo que tenham se passado uma dúzia de anos, mesmo que nada seja como antes. Elas voltam.&lt;br /&gt;Que voltem então, que eu encare cada um dos meus fantasmas. Já não me importo.&lt;br /&gt;Ou melhor, me importo sim, mas suporto.&lt;br /&gt;Não adianta fugir mais, nem faz sentido, venham todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E como prêmio, por ter trazido a cabeça da Medusa, Perseu ficou sabendo de todo o seu passado"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será mesmo um prêmio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De resto, estou bem. Trabalhando muito, sem tempo de usar a internet, usando minha criatividade pra outra arte que não a escrita, a arte que se faz com o corpo. Tentando reescrever minha história com cores mais belas e ares mais frescos. Dias melhores, dias piores, sem tempo pra almoçar, sem tempo pra descansar entre um caso e outro, com muito tempo pra mim nos finais de semana. Há muito tempo as coisas não corriam tão bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34597612-8438306980243756160?l=caroperegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caroperegrino.blogspot.com/feeds/8438306980243756160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34597612&amp;postID=8438306980243756160&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/8438306980243756160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/8438306980243756160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caroperegrino.blogspot.com/2007/05/enxurrada.html' title='Enxurrada'/><author><name>Claudia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02295608924506898982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34597612.post-2010531466760760917</id><published>2007-03-27T00:28:00.000-03:00</published><updated>2007-03-27T00:54:42.609-03:00</updated><title type='text'>Ainda estou aqui</title><content type='html'>Não tenho tido muito assunto pra conversar. Nem pra escrever, mandar scraps ou comments.&lt;br /&gt;Minto, tive excelentes idéias para textos no blog... fumando um cigarro no ponto de ônibus. Chego em casa, vejo meus e-mails, navego um pouco e o texto mesmo nada.&lt;br /&gt;Sim, muita coisa aconteceu. Muita coisa boa. Queria mesmo poder gargalhar, estar simplesmente feliz, sorrir. Até consegui fazer isso, mas poucos dias se passaram e estou assim, com uma leve distimia.&lt;br /&gt;Por que eu não consigo simplesmente me abrir, me entregar, me soltar? Por que tenho o tempo todo essa maldita sensação de que vou pagar caro por cada momento de felicidade? Por que não posso simplesmente confiar em mim e abandonar essa certeza de que sempre vou decepcionar a quem acreditar nas minhas capacidades?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era pras coisas estarem bem agora, mas já me comporto como se tivesse destruído tudo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso não tenho o que falar, porque esse assunto é velho, como são velhas todas as coisas realmente importantes pra mim. São as mesmas crises, as mesmas feridas que nunca cicatrizam, a mesma irritante insegurança, os mesmos (des)amores, as mesmas dependências, as travas...só não mais as taras, essas eu cortei e perdi com isso muito da graça e dos assuntos para cerveja ew riso. Por falar em cerveja...parei também.&lt;br /&gt;Não que as coisas na minha vida não mudem, que elas mudam o tempo todo, mas é que continuam iguais. É como se todo o tempo eu ficasse correndo para ficar no mesmo lugar. Vivo intensamente cada segundo, dramatizo, pinto o mundo com cores fortes mas nem assim consigo apagar o cinza que é meu jeito de ver o mundo. Amodeio, brigo, beijo, mas as vezes penso que não importa de verdade, que nada realmente importa. Pra logo em seguida me lançar de novo no mundo só pra ter certeza de que ainda existo.&lt;br /&gt;Daí a sensação de que nada muda.&lt;br /&gt;Daí não ter o que escrever (tudo já foi dito).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tenho, tenho muito, apenas as idéias aparecem em lugares errados.&lt;br /&gt;Ainda sinto, sim, ainda amo. É uma pena que a pessoa que eu mais ame seja justamente a pessoa que nunca mais poderei ter, mas ainda sou capaz de amar e um dia, quem sabe, encontrarei alguém e sentirei esse sentimento renascer.&lt;br /&gt;Ainda existo, estou viva apesar de tudo.&lt;br /&gt;Ainda tenho amigos, muitos amigos e muito especiais.&lt;br /&gt;Agora tenho um emprego, em breve terei um diploma e, sim, tive aqui uma formação excelente e que só não foi melhor porque não dava.&lt;br /&gt;Porra! Eu precisava mesmo parar de beber  e recuperar um pouco da minha dignidade!&lt;br /&gt;Então por quê? Me digam por quê eu não posso simplesmente sorrir e me sentir apenas feliz???&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34597612-2010531466760760917?l=caroperegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caroperegrino.blogspot.com/feeds/2010531466760760917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34597612&amp;postID=2010531466760760917&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/2010531466760760917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/2010531466760760917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caroperegrino.blogspot.com/2007/03/ainda-estou-aqui.html' title='Ainda estou aqui'/><author><name>Claudia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02295608924506898982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34597612.post-2585070499938687653</id><published>2007-03-16T01:57:00.000-03:00</published><updated>2007-03-16T02:02:18.324-03:00</updated><title type='text'>Confiança</title><content type='html'>Por que você não pode confiar em si?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por medo de me decepcionar, por medo do fracasso, da queda, por não acreditar...&lt;br /&gt;Mas pra você essa resposta não é suficiente, e nem pra mim. Mas não sei o que dizer.&lt;br /&gt;Por que não posso confiar em você? Também não sei, mas acho que isso só aconteceria se pudéssemos conversar sobre isso. Mas não podemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então ficamos assim: desconfiados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34597612-2585070499938687653?l=caroperegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caroperegrino.blogspot.com/feeds/2585070499938687653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34597612&amp;postID=2585070499938687653&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/2585070499938687653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/2585070499938687653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caroperegrino.blogspot.com/2007/03/confiana.html' title='Confiança'/><author><name>Claudia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02295608924506898982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34597612.post-3108434143225116046</id><published>2007-03-05T01:14:00.000-03:00</published><updated>2007-03-05T01:20:40.400-03:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>Mudaram as estações. Nada mudou, mas eu sei que alguma coisa aconteceu. Está tudo assim tão diferente.&lt;br /&gt;Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar que tudo era pra sempre sem saber que o "pra sempre" sempre acaba?&lt;br /&gt;Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está, nem desistir e nem tentar, agora tanto faz, estamos indo de volta pra casa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era pra tudo estar bem, era pra ter acabado, então, por que ainda me sinto tão triste?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34597612-3108434143225116046?l=caroperegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caroperegrino.blogspot.com/feeds/3108434143225116046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34597612&amp;postID=3108434143225116046&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/3108434143225116046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/3108434143225116046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caroperegrino.blogspot.com/2007/03/blog-post.html' title='...'/><author><name>Claudia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02295608924506898982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34597612.post-4989951307246260852</id><published>2007-02-15T23:53:00.000-02:00</published><updated>2007-02-15T23:58:19.846-02:00</updated><title type='text'>Sonhos</title><content type='html'>Sonhei que pegar um ônibus para ir até o Campo Limpo. Me distraía e perdia o ponto. O ônibus entrou por um corredor que era o início de uma grande favela. Descia, morrendo de medo e tentava voltar até a praça que eu deveria ter descido. Errava o caminho e, cada vez que pensava que tinha encontrado o caminho eu entrava na casa de alguém, ou em outro corredor apertado.&lt;br /&gt;Tremia de medo, não conseguia pedir ajuda e nem me lembrar do caminho certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eh...os sonhos faam mesmo do momento em que passamos. Mas vou encontrar a saída, custe o que custar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34597612-4989951307246260852?l=caroperegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caroperegrino.blogspot.com/feeds/4989951307246260852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34597612&amp;postID=4989951307246260852&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/4989951307246260852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/4989951307246260852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caroperegrino.blogspot.com/2007/02/sonhos.html' title='Sonhos'/><author><name>Claudia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02295608924506898982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34597612.post-3235693226372538553</id><published>2007-02-02T02:15:00.000-02:00</published><updated>2007-02-02T03:20:18.364-02:00</updated><title type='text'>Childish fears</title><content type='html'>Naquele ano de 2004 eu estava nas profundezas do inferno. O amava, sofria sua falta, sua perda, mas ironicamente seu ombro era o único que eu tinha pra chorar.&lt;br /&gt;Simplesmente não conseguíamos nos desligar, e de tanto medo de magoar-mo-nos é que nos submetíamos àquela humilhação.&lt;br /&gt;Pouco tempo antes eu a havia conhecido. Um único encontro, mas que me fez tão feliz que eu a queria de novo comigo no meu aniversário (sempre soube do mal que ela causava em todos os que se atreviam a ama-la, mas a amei mesmo assim). Por isso ele não poderia estar lá.&lt;br /&gt;Era chegado o dia. Eu já havia me arrependido, já tinha tentado convida-lo, mas ele não aceitou. Achou demais que eu o tivesse desconvidado e marcara outro compromisso.&lt;br /&gt;Mesmo assim passou o dia comigo. Andamos pela Paulista, eu não me continha de tanta triteza, andava atrás dele e do amigo para que não vissem uma lágrima ou outra que eu não tinha forças para segurar. Era meu aniversário, mas eu comprei um presente pra ele. Um livro de um autor que ele gostava.&lt;br /&gt;Não ganhei nenhum presente.&lt;br /&gt;Não costumo comprar CDs, no máximo uma coletânea ou outra que custe de dez a doze reais mas me dei um presente.&lt;br /&gt;Comprei um CD do Evanescence, apenas porque em tudo My Immortal me entendia. letra e Melodia me entendiam e aliviavam um pouco o medo de minha solidão.&lt;br /&gt;Eu também enxuguei muitas lágrimas...&lt;br /&gt;Eu também lutei contra os seus medos...&lt;br /&gt;De alguma forma, ele ainda tem tudo de mim.&lt;br /&gt;Ainda chorei em seu colo até que o primeiro convidado da minha festa chegasse e ele finalmente partisse.&lt;br /&gt;Ela? Não naquela noite, mas confesso que ainda estou tendo dificuldades de tira-la completamente da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais de dois anos depois, essa música ainda me fala muito de mim (e por isso que a escuto muito pouco...pausa para pegar o CD...tomara que não tenha se perdido para sempre...).&lt;br /&gt;Mas agora não é dele que a música fala, é de mim.&lt;br /&gt;Fala de meus medos infantis, de marcas que o tempo nunca apagará. Fala de expectativas, esperanças, amores. De tudo aquilo que se foi, mas que deixou saudades e por isso mesmo ainda estão vivas dentro de mim. ("Tudo o que morre fica vivo na lembrança/ como é difícil viver carregando um cemitério na cabeça" me dizia outra música) My immortal fala de doação, de esquecimento de mim, de quanto faço isso o tempo todo sem perceber que isso não me torna mais &lt;em&gt;boa&lt;/em&gt;, mais amável. Isso me torna menos feliz, com a pouca felicidade merecida por alguém que se esqueceu de si mesmo.&lt;br /&gt;Tenho tentado me lembrar de mim. Me encontrar, me descobrir.  Nessa nova busca pela autodescoberta enfrento o pior dos meus medos: o de descobrir em mim alguém despido de beleza e de bondade, o medo de me olhar no espelho e não ser capaz de amar aquilo que vejo, por não encontrar o que amar.&lt;br /&gt;Um medo antigo, vago, confuso e que agora posso admitir. Posso dizer mesmo que nunca o conheci senão agora, quando comecei a enfrenta-lo. Mas comecei e não pretendo desistir.&lt;br /&gt;São tantos medos infantis que me reprimem...&lt;br /&gt;Há pouco enfrentei minha mãe, enfrentei as reminiscências de um passado que também me dói, que construiu minha história e que neguei por tantos anos ter me marcado tanto. Me alivia profundamente o fato de que não brigamos.&lt;br /&gt;Ninguém pode me entender o quanto isso me alivia.&lt;br /&gt;Ainda assim dói, em nós duas, mas quem sabe isso seja um prenúncio de que um dia poderemos nos entender....&lt;br /&gt;Entre amanhã e domingo enfrentarei meu pai.&lt;br /&gt;Um dos dois terá que ceder. Um dos dois terá que pensar em mim. Um dos dois.&lt;br /&gt;O passado terá que ser remexido de novo e isso sempre me dói. É como se eu voltasse a ser a criança amedrontada pela violência do pai, pelo choro e inércia da mãe, pelas ameaças constantes e pelos fantasmas da miséria, do sangue, da solidão e da morte que sempre rondavam sua cabeça e perturbavam seu sono.&lt;br /&gt;Não é apenas uma festa, não é apenas a questão de convidar ou não a nova mulher do meu pai para a minha festa.&lt;br /&gt;São os meus fantasmas infantis que voltaram do inferno para me perturbar.&lt;br /&gt;Mas comecei a enfrenta-los. Comecei e não vou desistir, agora tenho um anjo ao meu lado para me proteger e esse anjo me garante que sairei mais forte, que limpando minhas feridas antigas elas pararão de me incomodar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tempo de despertar.  A música que tanto falei já não me dói como antes, pelo contrário, me aponta um caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estou tão cansada de estar aqui&lt;br /&gt;Reprimida pelos meus medos infantis&lt;br /&gt;E se você tiver que ir&lt;br /&gt;Eu desejo apenas que você vá&lt;br /&gt;Porque sua presença ainda permanece aqui&lt;br /&gt;E isso não vai me deixar em paz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas feridas parecem não querer cicatrizar&lt;br /&gt;Essa dor é muito real&lt;br /&gt;Isso é simplesmente muito mais do que o tempo poderia apagar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você chorou eu enxuguei todas as suas lágrimas&lt;br /&gt;Quando você gritou eu lutei contra todos os seus medos&lt;br /&gt;Eu segurei a sua mão por todos esses anos&lt;br /&gt;Mas você ainda tem tudo de mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você costumava me cativar&lt;br /&gt;Pela sua luz ressonante&lt;br /&gt;Agora eu estou limitada pela vida que você deixou para trás&lt;br /&gt;Seu rosto assombra todos os meus sonhos,&lt;br /&gt; que já foram agradáveis&lt;br /&gt;Sua voz expulsou toda a sanidade em mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tentei com todas as forças dizer a mim mesma que você se foi&lt;br /&gt;Mas embora você ainda esteja comigo&lt;br /&gt;Eu tenho estado sozinha todo esse tempo"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(tradução de My Immortal - Evanescence)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34597612-3235693226372538553?l=caroperegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caroperegrino.blogspot.com/feeds/3235693226372538553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34597612&amp;postID=3235693226372538553&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/3235693226372538553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/3235693226372538553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caroperegrino.blogspot.com/2007/02/childish-fears.html' title='Childish fears'/><author><name>Claudia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02295608924506898982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34597612.post-8091882953429949146</id><published>2007-01-25T14:47:00.000-02:00</published><updated>2007-01-25T15:03:35.810-02:00</updated><title type='text'>Tempo de despertar</title><content type='html'>Um dia a gente acorda e descobre que não tem usado toda a nossa força. Um dia a gente acorda e percebe que podia ter se entregado mais.&lt;br /&gt;Um dia, olhamos praquilo que mais nos causou vergonha e dor e descobrimos uma fonte inesgotável de força e de possibilidades.&lt;br /&gt;Um dia a gente acorda.&lt;br /&gt;E esse simples acordar se torna algo grandioso.&lt;br /&gt;Um dia a gente acorda e encontra na morte o segredo da vida, e na vida o sentido que se completa.&lt;br /&gt;Um dia a gente acorda e tudo está igual, absolutamente tudo. Mas sabemos lá no fundo que alguma coisa mudou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34597612-8091882953429949146?l=caroperegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caroperegrino.blogspot.com/feeds/8091882953429949146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34597612&amp;postID=8091882953429949146&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/8091882953429949146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/8091882953429949146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caroperegrino.blogspot.com/2007/01/tempo-de-despertar.html' title='Tempo de despertar'/><author><name>Claudia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02295608924506898982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34597612.post-116922314031433050</id><published>2007-01-19T14:12:00.000-02:00</published><updated>2007-01-19T15:18:08.600-02:00</updated><title type='text'>Da morte, do amor e da vida...</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Cena 1 (encontro):&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Domingo, pouco depois das 23:30hs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;- ô, isso é tudo seu? Me dá um pouquinho?&lt;br /&gt;A referência ao meu decote não me incomoda, eu o abraço fortemente e, como em quase todas as vezes que o encontrei nos últimos dez anos, perguntei do seu primo. Trabalhando à noite, faz tempo que não aparece.&lt;br /&gt;Não paro muito tempo pra conversar, até gostaria, mas minha prima está com pressa e vai embora com um ar de provocação. Como sempre, tudo acaba virando piada.&lt;br /&gt;Na volta ainda conversamos um pouco, ele brinca com as crianças e entramos. Está tarde. Quase o chamei pra entrar e tomar alguma coisa. Insisto em dizer tchau, ele mal responde, diz que vai colocar uma blusa e já volta.&lt;br /&gt;Ele não voltou.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Cena 2 (a notícia):&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Terça-feira ao meio-dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;- Claudia, você não tem terapia hoje?&lt;br /&gt;-Que horas são?&lt;br /&gt;- Meio-dia.&lt;br /&gt;- Já vou levantar.&lt;br /&gt;- Acabaram de me contar que o Gilbertinho morreu.&lt;br /&gt;- Mentira.&lt;br /&gt;- Não é mentira.&lt;br /&gt;- Mataram?&lt;br /&gt;- Não, foi acidente de carro, morreu ele e mais dois primos.&lt;br /&gt;- O Claudinho estava junto?&lt;br /&gt;- Não, foi o...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(ele nunca mais voltou)&lt;br /&gt;Mais tarde fico sabendo do que realmente houve. Amigos que, em pleno mês de janeiro, resolveram passear na praia. Seis pessoas dentro de um carro. Três da mesma família, primos. Um amigo da rua de trás e mais duas meninas que moravam na praia, uma delas grávida. Uma carro que entra em uma ponte. O motorista da carreta viu o carro na contramão, tentou frear. O carro não desviou e entrou embaixo da carreta. Segundo o motorista, assim que desceu e foi ver as pessoas no carro já haviam cinco mortos e apenas um menino de 17 anos gemendo no banco de trás. Ainda existe o risco de aquela família perder mais um de seus membros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Cena 3 (corpo):&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; terça-feira, 13:00hs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;Um carro parado no sinal, um beijo, conversas esparsas. Um corpo que se descobre ainda capaz de desejar. Corpos que se desejam. Cabeças que tentam negar a dor e a própria morte. A morte de si, a morte dele. É impossível acreditar que ele esteja morto.&lt;br /&gt;Como pode uma pessoa conversar comigo em um dia e no dia seguinte simplesmente não existir mais?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Cena 4 (o horror):&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; madrugada de terça para quarta-feira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;Depois dos piores boatos possíveis que falavam de mutilação, pedaços de corpos e coisas assim, finalmente chego ao velório. O corpo do meu amigo já estava lá. O do primo dele ainda não tinha chegado.&lt;br /&gt;Caixão lacrado, ordens explícitas para não abrir. Três fotos foram colocadas em cima do caixão. Ainda não consigo acreditar que o corpo do meu amigo esteja ali dentro. Simplesmente não consigo. Minha mente começa a esvaziar, a fugir ao controle de minha vontade. Naõ consigo mais pensar. Por mais que eu queira, não consigo imaginar que o Gilbertinho esteja morto. O pensamento foje, se concentra em outras coisas. Se insisto, emudeço até a alma.&lt;br /&gt;Um carro funerário chega, é o corpo do primo do meu amigo. Os homens carregam rápido o caixão pesado, colocam sobre a pedra e... abrem o caixão, pra surpresa de todos. Gritos, gemidos, muitos desmaios. Me desespero com tanta dor. Mas meus olhos estão secos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse evento levou ao desespero da mãe de meu amigo, que desejava de qualquer forma tocar pela última vez em seu filho. Acho que, como eu, ela também não conseguia acreditar que ele estava morto. Providências foram tomadas para que o caixão fosse aberto (mas pretendo poupar os leitores mais delicados do que houve, de todo o horror que presenciei, e também do terrível descaso que as empressas funerárias têm com a dor e o sofrimento das famílias que perderam um de seus membros, a despeito da fortuna escabrosa que cobram; acredito que, se houver céu e inferno, a eternidade é pouca para castigar os donos de funerárias).&lt;br /&gt;Pude ver o rosto do meu amigo pela última vez, mas não pude acreditar. Naquele momento minha alma entrou no mais absoluto silêncio. Vez ou outra algum pensamento passava pela minha cabeça, mas eu não conseguia ouvir.&lt;br /&gt;Emudeci tão completamente que deixei de sentir.&lt;br /&gt;Não chorei, nem mesmo a noite da cama, nem mesmo quando fiquei sozinha.&lt;br /&gt;Meus olhos estão secos, meu coração está seco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;Cena 5 (a fuga, o nada):&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; quarta-feira, 6:00hs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;- vamos embora?&lt;br /&gt;- Vamos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despedidas, menos de minha parte, que há tanto tempo não moro mais naquela rua e que agora me sinto uma estranha.&lt;br /&gt;Me despeço do Claudinho, me despeço da mãe do Claudinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não ia aguentar ver o enterro.&lt;br /&gt;- Nem eu.&lt;br /&gt;- As pessoas vão entrar em um desespero enorme, já cheguei no meu limite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não ia aguentar ver o enterro, apesar de estar com os olhos secos e o coração seco, eu sentia como se aqueles gritos, gemidos e desmaios me cortassem. Como dez mil facas atingindo meu corpo.&lt;br /&gt;Não é porque o corpo está anestesiado que ele deixa de ter a consciência de estar sendo mutilado.&lt;br /&gt;Eu estava no meu limite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Cena 6 (ressaca):&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; quarta-feira por toda a tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;Minha prima no sofá, eu no colchão. Não conseguimos nos levantar, mal nos mexemos. Até tentamos conversar algumas vezes, em vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Cena 7 (fogo):&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; quinta-feira, por toda a tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;Diálogos que giram em torno do desejo pelo Claudinho, que várias vezes durante o velório mandou beijos, que participou (ou melhor, foi o centro) de uma boa conversa sobre experiências passados, que me beijou e acordou meu dragão adormecido.&lt;br /&gt;Diálogos que giram em torno de sexo, de prazer, de entrega, de corpos e de tudo que já não consigo mais.&lt;br /&gt;Diálogos que giram em torno de um tempo em que o sexo era uma grande brincadeira pura e deliciosa. Era. Não é mais.&lt;br /&gt;Fim de papo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;Cena 8 (final):&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; madrugada de sexta-feira, 1:00 a.m.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Deitada na cama e repensando em tudo o que aconteceu nos últimos dias eu descubro duas coisas:&lt;br /&gt;1) Eu tenho medo da morte&lt;br /&gt;2) O único medo maior do que meu medo da morte é o meu medo da vida e do amor&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34597612-116922314031433050?l=caroperegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caroperegrino.blogspot.com/feeds/116922314031433050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34597612&amp;postID=116922314031433050&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/116922314031433050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/116922314031433050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caroperegrino.blogspot.com/2007/01/da-morte-do-amor-e-da-vida.html' title='Da morte, do amor e da vida...'/><author><name>Claudia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02295608924506898982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34597612.post-116821744957172057</id><published>2007-01-07T22:40:00.000-02:00</published><updated>2007-01-07T22:57:10.876-02:00</updated><title type='text'>Só pra constar</title><content type='html'>Eu tive um sonho tempos atrás: sonhei que andava por uma avenida. De repente, as árvores começaram a dar frutos que amadureciam pra mim. Eram frutas de vários tipos: melancia, melão, banana. Eu que não gosto de frutas fiquei com água na boca. Um rapaz ao meu lado colhia várias delas. Estranhei um caso tão singular. Frutas no canteiro central de uma avenida, frutas maduras, apetitosas, de graça no canteiro central de uma avenida e nenhum moleque as colhera. Olhei pra cima, uma jaca de verde ficou madura. Entendi porque os moleques não colheram as frutas.&lt;br /&gt;Elas eram pra mim.&lt;br /&gt;O cacho de banana-da-terra começou a amadurecer muito rápido. Eu só como banana nanica, mas peguei um cacho e levei pra casa. Talvez tenha levado outras frutas, mas não pra mim.&lt;br /&gt;Em casa, contei maravilhada a minha história. Contei que na cidade as frutas estavam se espalhando, que eram muitas e muito gostosas. Eu não gosto de frutas, mas comi a banana e ela estava tão doce quanto banana nanica.&lt;br /&gt;Olhei no relógio e já estava muito atrasada para a terapia, chegaria 40 minutos depois. Mesmo assim fui e  no caminho mais frutas se davam de presente pra mim. Fiquei em dúvida se ligava ou não avisando do atraso. Pensei que meu terapeuta entenderia que estava me atrasando apenas para colher os frutos, e não por qualquer outro motivo.&lt;br /&gt;Me preocupava com o atraso, mas não resisti e parei para colher os frutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs.: só pra constar, às vezes me assusto com minhas próprias palavras. Às vezes me assusto com o amargor que sai de minha boca. Às vezes me sinto uma pessoa feia por dentro. Mas então eu olho melhor e vejo que sou apenas uma criança desesperada de tanta fome e que não consegue comer frutas, mesmo quando elas se dão assim, tão maravilhosamente.&lt;br /&gt;O Ano Velho, como já disse, foi péssimo, mas ainda acredito em um Feliz Ano Novo.&lt;br /&gt;Para mim, para vocês, para todos nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34597612-116821744957172057?l=caroperegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caroperegrino.blogspot.com/feeds/116821744957172057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34597612&amp;postID=116821744957172057&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/116821744957172057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/116821744957172057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caroperegrino.blogspot.com/2007/01/s-pra-constar.html' title='Só pra constar'/><author><name>Claudia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02295608924506898982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34597612.post-116778787764340258</id><published>2007-01-02T23:07:00.000-02:00</published><updated>2007-01-02T23:31:17.656-02:00</updated><title type='text'>Feliz Ano Velho</title><content type='html'>Tentei iniciar um novo regime... pensei que dessa vez conseguiria, fracassei logo no primeiro dia.&lt;br /&gt;Com essa última viagem à casa de meu pai, engordei ainda mais. Incomível aos 24 anos - certa vez ouvi da mãe de uma conhecida que esse era a pior coisa que poderia acontecer a alguém de minha idade, essa feriu feio.&lt;br /&gt;Talvez não tão incomível, há poucos dias teve aquela história com o ex-jogador de futebol. Nem por um segundo fui capaz de me entregar.&lt;br /&gt;Mas comer é a única coisa que ainda me resta, a única coisa que pode me dar uma vaga lembrança do que é sentir prazer.&lt;br /&gt;Praia limpa, sol, morros verdes, o que mais alguém ia querer em um ano novo?&lt;br /&gt;Talvez um pouco de alegria. E não era só o fato de estar sozinha entre dois casais apaixonados, nem o fato de meu pai ter comprado um apartamento com quatro quartos, hidro e      closet e não nos pagar o café-da-manhã. Não era só o fato de ter vergonha de meu corpo estranho, de não ter roupa que servisse em mim pra passar o Reveillon e de que ninguém me ligou, mandou e-mail ou um simples spam no Orkut (tirando uma nova conhecida que parece ser a única pessoa que entende o que tenho passado).&lt;br /&gt;É um misto de tudo. Um cansaço imenso e uma total falta de sentido para viver.&lt;br /&gt;Fracassei.&lt;br /&gt;Em tudo o que me propus, fracassei.&lt;br /&gt;Sou o fruto de uma relação estúpida entre um pai ausente e uma mãe que é perita em chantagem emocional. Tentei fugir dessa maldita história até hoje, mas agora ela me pegou. O começo desse ano que chega prenuncia um inferno com direito a gritarias, ofensas e chantagens.&lt;br /&gt;Passei dois anos fazendo cursinho e mais cinco anos estudando na dita "melhor universidade do país" pra descobrir que minha previsão salarial é semelhante a de um auxiliar de escritório - se eu tiver sorte, aqueles malditos comunistas me encheram de idéias ridículas e eu acreditei, e minei boa parte de minhas chances de um dia ter, quam sabe, uma vidinha medíocre de classe média que ganha dois, três mil por mês (com o custo de vida dessa porra dessa cidade isso não quer dizer grande coisa). Se ainda existem chances, não tenho fôlego pra persegui-las. Estou cansada demais.&lt;br /&gt;Fiz escolhas erradas demais e me sinto perdida demais.&lt;br /&gt;Preciso de ajuda, mas não acredito que essa ajuda um dia chegue.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34597612-116778787764340258?l=caroperegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caroperegrino.blogspot.com/feeds/116778787764340258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34597612&amp;postID=116778787764340258&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/116778787764340258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/116778787764340258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caroperegrino.blogspot.com/2007/01/feliz-ano-velho.html' title='Feliz Ano Velho'/><author><name>Claudia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02295608924506898982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34597612.post-116500212463259728</id><published>2006-12-01T17:13:00.000-02:00</published><updated>2006-12-01T17:42:04.646-02:00</updated><title type='text'>Pasmaceira</title><content type='html'>Depois da tempestade-relatório estou bem.&lt;br /&gt;Quer dizer, do meu jeito torto de estar bem. Só falta mais um trabalho, talvez uma prova de rec e... mais um semestre pra curar a sequela de ter acreditado na seção de alunos. Minha formatura estava tão próxima...&lt;br /&gt;Mais um semestre aqui. Isso poderia ser bom, me abre muitas possibilidades, me livra de ter que "elaborar o luto" de sair da faculdade, mas ainda assim me sinto decepcionada.&lt;br /&gt;Tenho medo de que, com mais alguns meses eu desista de uma vez.&lt;br /&gt;Sempre sonhei em fazer o que faço, desde criança. Nada de orientação profissional, de medo de escolher, nada. Eu simplesmente SABIA que era isso o que eu iria fazer.&lt;br /&gt;E fiz.  Cursinho, vestibular, passei!!!!&lt;br /&gt;Um pouco difícil de me adaptar no começo com a faculdade, as pessoas, as diferenças entre eu que não tinha nada e quem sempre teve tudo, o medo do preconceito, o medo de ter que enfrentar a vida, de mês que vem não ter o dinheiro do ônibus e por isso ter que desistir.&lt;br /&gt;Minhas roupas, meu cabelo, meus sapatos e minhas gírias denunciando que vinha de um mundo que a maioria só conhecia das novelas.&lt;br /&gt;Em pouco tempo isso passou. Percebi que o preconceito era mais meu do que dos outros. Que meu pai não me abandonaria (de novo). Mudei o penteado, as roupas, o modo de falar. Consegui bolsas, viajei, estudei, vagabundeei, aprendi a jogar sinuca, engordei, cresci (cresci???).&lt;br /&gt;Acho que fui tratada como igual, que os "mundos" sociais não são tão diferentes, afinal. E assim me acostumei.&lt;br /&gt;O meu antigo mundo? Alguns ainda me aceitam, outros não e nem eu os aceito mais. Aburguesei nos últimos anos.&lt;br /&gt;Muitos e muitos textos depois...&lt;br /&gt;Chegou o terceiro ano. Estágio. Comecei a entrever o que seria o meu futuro trabalho. Comecei a me apaixonar.&lt;br /&gt;Quarto ano. Estágio. Agora sim me vi como profissional. Me apaixonei completamente. Cheguei a acrediar que tinha feito a escolha certa. Vivia feliz, só falavapensava nisso o tempo todo. Acreditava no que fazia.&lt;br /&gt;No começo do quinto ano também estava assim, queria fazer mil coisas, fazia mil planos. Nem tudo o que eu queria fazer eu consegui, mas tive boas surpresas, muitos elogios, fé.&lt;br /&gt;Quando foi que isso acabou? Não sei, mas em algum momento entre o final do semestre passado e o começo desse tudo acabou.&lt;br /&gt;Desisti de fazer estágios, quis "dar um tempo" para "fazer uma análise crítica do meu trabalho". três matérias e o começo da licenciatura (dessa eu desisti também). Tudo foi se esvaindo.&lt;br /&gt;Quase cheguei a me animar de novo tempos atrás...&lt;br /&gt;Há algumas semanas descobri que está tudo muito longe, que não me vejo trabalhando nessa profissão, e o que é pior: não sei mais se acredito nela!&lt;br /&gt;Pensei que isso poderia se dever a problemas com supervisores, com a estrutura da Universidade e coisa e tal. Que me formando agora eu poderia atuar com mais flexibilidade e quem sabe me reencontrar.&lt;br /&gt;Mas não vou me formar. Faltou uma matéria, uma única matéria e nenhuma disposição para aproveitar o tempo que sobra estagiando, trabalhando ou aprimorando minha formação. Nenhuma.&lt;br /&gt;E o que fazer se nesse "tempo" eu descobrir que fiz a escolha errada? Vinte e quatro anos, sem mais direito à pensão. Cinco anos e meio de fauldade (mais dois de cursinho pré vestibular). Nenhuma idéia de que outra coisa tentar.&lt;br /&gt;O que você faz quando aposta todas as suas fichas em um jogo certo e descobre que ele não era tão certo assim?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34597612-116500212463259728?l=caroperegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caroperegrino.blogspot.com/feeds/116500212463259728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34597612&amp;postID=116500212463259728&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/116500212463259728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/116500212463259728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caroperegrino.blogspot.com/2006/12/pasmaceira.html' title='Pasmaceira'/><author><name>Claudia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02295608924506898982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34597612.post-116414072740979289</id><published>2006-11-21T18:11:00.000-02:00</published><updated>2006-11-22T13:23:32.860-02:00</updated><title type='text'>Pânico</title><content type='html'>Como descrever mais um ataque de pânico?&lt;br /&gt;Como explicar essa sensação de que estou prestes a explodir, de querer morrer, do peito embargado, a garganta com um nó e o desespero????&lt;br /&gt;O que explica o fato de que estou há cinco horas diante de um computador tentando fazer um trabalho que adio há mais de três meses e não consigo? Pode parecer ridículo, como toda a minha vida, mas é assim que me sinto.&lt;br /&gt;Deixei de sair de casa, quase não venho há faculdade, desliguei o meu celular há mais de um mês e só o ligo depois das 23hs para saber se algum amigo me ligou, para desligar logo em seguida com medo da minha supervisora conseguir me achar. Não dou satisfações, não ligo, perdi uma boa oportunidade de pós, a confiança de alguém que eu admirava (e que me amirava) e tudo isso porque não consigo fazer o meu trabalho.&lt;br /&gt;Tremo por dentro só de pensar, tento fazer os relatórios, apaguei tudo da minha cabeça, me corrôo há meses, mas não consigo!&lt;br /&gt;Simplesmente não consigo, por mais ridículo que pareça. Nem mentir eu consegui, nem a fraude, apenas me entreguei ao fracasso.&lt;br /&gt;Pânico!&lt;br /&gt;Pânico!&lt;br /&gt;É assim que me sinto toda vez que sento diante desse computador pra fazer esse relatório. Não consigo nem sequer pensar na besteira que fiz. Não consigo acreditar em tudo o que deixei de viver, na desistência de estudar, de fazer estágios, na confiança de pessoas maravilhosas, em todo o tempo em que me permiti essa agonia profunda e silenciosa. Não consigo conversar sobre isso, não consigo pensar, tentar achar uma razão plausível...&lt;br /&gt;Apenas não consigo.&lt;br /&gt;Apenas falhei.&lt;br /&gt;De novo.&lt;br /&gt;E isso faz de mim a mais ridícula das criaturas, a mais imperdoável. E isso me faz sofrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. Mais uma hora de computador, umas 2000 calorias, depois mais uma hora de computador, dormir pra fazer logo cedo, uma hora organizando a papelada, um cochilo pra ativar o cérebro e, finalmente, duas horas de trabalho.&lt;br /&gt;Finalmente, está pronto. Infelizmente, não tive coragem de entregar pessoalmente. Não consegui enfrentar a bronca. Daqui a pouco, deixar com a secretária, esperar a supervisora receber o trabalho e se sentir aliviada. Aí, é só esperar a bronca do ano e, quem sabe, poder voltar a atender telefone sem conferir a bina e transitar pelos corredores... por que eu não consegui antes? Por que eu tinha que ser tão perfeccionista? E ainda descobri uma coisa absurdamente óbvia: relatórios podem ficar ótimos mesmo que tenham menos de duas páginas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34597612-116414072740979289?l=caroperegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caroperegrino.blogspot.com/feeds/116414072740979289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34597612&amp;postID=116414072740979289&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/116414072740979289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/116414072740979289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caroperegrino.blogspot.com/2006/11/pnico.html' title='Pânico'/><author><name>Claudia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02295608924506898982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34597612.post-116386524471014626</id><published>2006-11-18T13:18:00.000-02:00</published><updated>2006-11-18T13:58:30.226-02:00</updated><title type='text'>Uma nova tempestade</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;Uma nova tempestade parece se aproximar... uma chuva quente, intensa, dessas que acalmam o calor e acendem nossos corpos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;Isso parece me lembrar há quanto tempo não tomo chuva, há quanto tempo não me permito, não me entrego ao prazer da entrega.&lt;br /&gt;É como se tivesse me fechado, me trancado numa torre alta de tanto medo de perder, de ser de novo traída, abandonada. Junto com minha alma anestesiei meu corpo, incapaz de sentir, de abraçar, o olhar sempre distante, o gozo que agora me parece ridículo, tão longe ficou no tempo.&lt;br /&gt;Muito pouco sobrou do que me era mais caro, e me tornei amarga, preconceituosa, arrogante. Ás vezes me assusto ao perceber minha voz tão pronta pra reclamar e tão cega pra me alegrar com a beleza da vida.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Há tanta beleza nesse mundo.&lt;br /&gt;A redoma blindada que coloquei em volta do que há de melhor em mim sufoca mais do que protege.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reencontrei um livro de poesias em minha gaveta. Aquelas palavras que descreviam tão claramente o meu amor, o meu gozo e o meu corpo convulso vieram como um martelo de encontro à redoma. Algo se rachou dentro de mim e chorei com um desespero que há muito não sentia. Um grito mudo me tomou e então eu vi (não sem dor) que havia algo de podre nessa redoma. Dormi ainda com o rosto molhado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffcc66;"&gt;Quando acordei me senti como se estivesse inteira quebrada, e de certa forma estava.&lt;br /&gt;No reencontro, não estava lá. Minha boca falava e meu ouvido ouvia minha própria voz como se fossem coisas distintas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Eu não estava lá, raramente estou.&lt;br /&gt;Eu não estava inteira, raramente estou.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;Mas havia uma rachadura, e ela foi tocada. Não falávamos de amor, mas era no amor que minha alma pensava. Minhas lágrimas foram de emoção sincera, mas não se referiam ao que eu falava. Se referiam ao amor, à saudade, ao medo de amar.&lt;br /&gt;E então fiz um comentário simples, algo sobre algumas mulheres que são especiais e os olhos dele se acenderam. Seu rosto abaixou levemente e quase pude sentir o tremor do seu corpo. Isso me fez lembrar o quanto as pessoas apaixonadas podem ser profundamente encantadoras.&lt;br /&gt;Que fique claro, a paixão não é por mim e o reencontro não se referia a amor&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;Mas me lembrou de como o ENCONTRO entre duas pessoas pode ser algo bom, me lembrou que o mundo é muito maior do que o mundinho em que vivo e me lembrou que não foi por amor que sofri.&lt;br /&gt;O amor só me fez feliz. O que me fez sofrer foi ter colocado toda a minha felicidade nas mãos de quem não conseguia sustentar nem a própria. O que me fez sofrer foi o ciúme, o medo, o jogo cruel em que nos envolvemos. Foram as agressões, e não o carinho. Foram as noites em que violentei o meu corpo e não as noites em que nos entregamos a uma dança primitiva, a um ritual de prazeres.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Esse breve acender de olhos me iluminou por dentro e provocou outra rachadura. Por essa não chorei, pelo contrário, estive feliz como há tempos não estive. Senti uma energia gigantesca me inundar e me dizer que a vida segue, que o mundo é grande, e que eu ainda sou capaz de sentir. Me senti viva de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que em breve voltarei ao meu estado antigo. Minha voz ainda está pronta a reclamar e meu peito se inclina à tristeza da mesma forma que me inclino ao precipício. Mas agora existe uma rachadura, uma pequena e suave esperança.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34597612-116386524471014626?l=caroperegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caroperegrino.blogspot.com/feeds/116386524471014626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34597612&amp;postID=116386524471014626&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/116386524471014626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/116386524471014626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caroperegrino.blogspot.com/2006/11/uma-nova-tempestade.html' title='Uma nova tempestade'/><author><name>Claudia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02295608924506898982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34597612.post-116179888643245023</id><published>2006-10-25T14:53:00.000-03:00</published><updated>2006-10-25T14:56:33.500-03:00</updated><title type='text'>Mais do mesmo</title><content type='html'>Os meses se passam e eu me sinto igual.&lt;br /&gt;Vazia, cansada e sem motivo. Mas hoje fez um belo dia, eu poderia ter aproveitado se tivesse conseguido sair do sofá pra dar uma caminhada. Não consegui, o que não alterou em nada a beleza do dia, agora acabado. Tenho tido sonhos estranhos, de morte, suicídio, corpos humanos em pedaços. Esses sonhos me dizem que estou morta em vida, e é assim que estou. Em um círculo vicioso de letargia, drogas, ressaca moral e mais letargia. Fujo da vida em loucas noitadas, fujo das lembranças dessas noites febris me escondendo dentro de casa e no fim das contas já estou ficando de saco cheio disso tudo. Beijo cinco, seis pessoas em uma noite, corpos convulsos que me tomam em seus braços e um dia descubro que apenas o que quero é um abraço. Me perco em buracos cada vez mais fundos e, quando me acho não me reconheço. E finjo acreditar na mentira de que meu maior problema é que não esqueço. Não importa o quanto eu beba, não esqueço.&lt;br /&gt;Rio por fora enquanto me destruo por dentro. Não é o tempo todo, mas é sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sempre choro quando escuto essa música:&lt;br /&gt;"...Descobri que a cada segundo&lt;br /&gt;tem um olho chorando de alegria e outro chorando de luto&lt;br /&gt;tem louco pulando o muro,&lt;br /&gt;tem corpo pegando doença tem gente rezando no escuro,&lt;br /&gt;tem gente sentido ausência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meninas... são bruxas e fadas&lt;br /&gt;Palhaço é um homem todo pintado de piadas&lt;br /&gt;Céu azul é o telhado do mundo inteiro&lt;br /&gt;Sonho é uma coisa que fica dentro do meu travesseiro."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Trecho de: eu não sei na verdade quem eu sou, do Teatro Mágico)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34597612-116179888643245023?l=caroperegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caroperegrino.blogspot.com/feeds/116179888643245023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34597612&amp;postID=116179888643245023&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/116179888643245023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/116179888643245023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caroperegrino.blogspot.com/2006/10/mais-do-mesmo.html' title='Mais do mesmo'/><author><name>Claudia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02295608924506898982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34597612.post-115975352343197752</id><published>2006-10-01T22:30:00.000-03:00</published><updated>2006-11-18T14:00:18.556-02:00</updated><title type='text'>Pílula de desespero</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;É, a fossa me pegou mesmo...&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ffccff;"&gt;A tempestade parece que só vai piorar, o dia enegrecendo à minha volta.&lt;br /&gt;Me pergunto se devo tentar os remédios... fluoxetina, ansiolíticos, cloridrato de anfepramona... O que você pensa que são? Uma tábua de salvação - ele me perguntou e eu não soube responder. Ele pergunta demais, até mesmo pra quem é pago pra isso.&lt;br /&gt;Penso que preciso de ajuda, só isso.&lt;br /&gt;Ele pensa que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, tirando a fossa, o tédio, o mal-estar e o medo do mundo estou bem, e esse talvez seja o problema. Talvez eu conseguisse mais atenção e conivência se deixasse transparecer um pouquinho dos meus sentimentos, se deixasse que meu terapeuta, minha família e meus amigos percebessem o quão perto estou do precipício. Às vezes penso que estar bem é apenas mais uma forma de me destruir, de ir cada vez mais fundo até que seja tarde demais pra voltar. Rio, brinco, sou simpática com todos. Não choro senão escondida. Faço parecer que estou bem até quando meu peito mais parece uma vidraça partida. Estou aprendendo a tratar com leveza de assuntos pesados. O teatro da vida não pode parar...&lt;br /&gt;Mas é de noite, é quando as horas se estendem em direção a madrugada que sinto um gelo na espinha e tremo. É chegada a hora de encarar os meus demônios, de lutar contra eles.&lt;br /&gt;Até quando terei forças?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34597612-115975352343197752?l=caroperegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caroperegrino.blogspot.com/feeds/115975352343197752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34597612&amp;postID=115975352343197752&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/115975352343197752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/115975352343197752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caroperegrino.blogspot.com/2006/10/plula-de-desespero.html' title='Pílula de desespero'/><author><name>Claudia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02295608924506898982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34597612.post-115855279081933080</id><published>2006-09-18T00:38:00.001-03:00</published><updated>2006-11-18T14:01:02.176-02:00</updated><title type='text'>O avesso do tempo</title><content type='html'>Agora me bateu uma vontade enorme de escrever só pra ver se consigo organizar melhor toda a bagunça que está em meu peito. Me sinto tão confusa que nem sequer consigo saber o que estou sentindo... é um misto de um milhão de sentimentos que mais parecem rastros levando a um mesmo lugar: dor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relendo o post abaixo me assutei com uma coisa: a data! Caralho, escrevi isso em 15 de fevereiro, assim que voltei a falar com uma "amiga". Estamos no final de setembro, fui novamente traída de forma vil e covarde por essa mesma "amiga" e, tirando isso, continuo me sentindo da mesma forma. Em sete meses ainda continuo querendo me afastar ao máximo das pessoas, um pouco mais conformada, talvez, um pouco menos otimista, com certeza, mas ainda solitária e quase incapaz de confiar.&lt;br /&gt;A gordura agora já me incomoda abertamente, deixou de ser uma brincadeira de "o corpo é meu e eu faço o que quiser com ele" e se tornou em mais um motivo pra não gostar de mim, em mais um dos meus defeitos e ultimamente só tenho visto defeitos em mim. Até ajuda médica procurei, mas devido a histórico de TOC, SP e uma porrada de abreviaturas esquisitas estou proibida de fazer dieta sem orientação psiquiátrica. Anfeta só se for no mercado negro...&lt;br /&gt;A relação com os homens se tornou absolutamente nula, não olho pra eles e eles não olham pra mim. Eles não me querem, e mesmo se quisessem...me causam medo. Medo da rejeição, medo de pararem novamente na cama de alguma "amiga" mais bonita, medo...&lt;br /&gt;Está ficando tudo cada vez mais complicado, tenho a impressão de que as paredes estão se fechando em volta de mim devagarzinho...bem devagar me sufocando, me deixando om a certeza de que as coisas só vão piorar e de que, por mais que eu tente eu sempre faço tudo errado e quanto mais eu tentar, mais rápido as paredes vão se fechar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34597612-115855279081933080?l=caroperegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caroperegrino.blogspot.com/feeds/115855279081933080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34597612&amp;postID=115855279081933080&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/115855279081933080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/115855279081933080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caroperegrino.blogspot.com/2006/09/o-avesso-do-tempo.html' title='O avesso do tempo'/><author><name>Claudia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02295608924506898982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34597612.post-115855098429195475</id><published>2006-09-18T00:38:00.000-03:00</published><updated>2006-11-18T14:01:40.723-02:00</updated><title type='text'>Importando textos</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Importando textos....&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, eu já havia começado esse blog em outro lugar e tento esse aqui porque me cansei de ser impossibilitada de entrar no meu próprio blog. Por sorte, foram apenas três textos, que eu importo na íntegra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ Quarta-feira, Fevereiro 15, 2006 ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="38181609"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Não fui com a cara dela. Na verdade nunca fui e apenas mantenho as aparências por inércia. Mas cutuco, ah se cutuco. Olhando por outro lado, com quem eu fui com a cara? Ninguém, excetuando um ou outro cara bonitinho a quem me limitei a não desgostar, embora tenha sido absolutamente simpática e demasiadamente gentil. A verdade é que tenho andado só, e essa solidão é mais ou menos algo como a reação que tive ao subir na balança e descobrir que já estava com 78 kg, constatados pelo espelho: Que bom, estou gorda! Minhas calças não servem mais e eu não tenho a mínima disposição de comprar outras, pra isso existem saias! Mas não agüentei a segunda aula de dança, torturada pelo tamanho do espelho que me acusava (o que não me impediu de forma alguma de ganhar mais sete quilos). Assim é minha solidão, planejada, desejada, querida... e odiada profundamente. Me sinto corroída por cada dia desperdiçado em frente a TV, por cada sábado torturante com dinheiro e sem companhia, pelos momentos em que me sentia um bicho enjaulado em mim mesma, pelo telefone que nunca toca e a imprestável internet. Senti cada uma das feridas reabrirem, cada não, cada ex, cada traição, senti novamente o peso atroz de ser sozinha no mundo e senti tanto que quase deixei de sentir. Mesmo assim, não fui com a cara dela, como não tenho ido com a de ninguém. Mesmo assim me recusei à embriaguez completa, me recusei aos prazeres do corpo e apenas desejei estar de novo só. A festa estava apenas do lado de fora, do lado de dentro o impasse entre uma parte que manda seguir a rotina e as aparências e outra parte que não quer mais ninguém por perto. exceto Exceto se for pra ser de verdade, se puder haver confiança (não consigo mais confiar... é como se tivesse dado tanto que pouco sobrou, é como se eu precisasse ser conquistada uma vez, pra poder voltar a acreditar). Tenho vivido minha solidão de modo quase sagrado, tenho juntado forças, tenho tentado me conhecer. Escolhi estar assim, porque desse modo reconstruo, junto forças e reafirmo meu amor por mim, amor esse tão tortuoso quanto eu. Não dá pra falar disso com ela, bêbada e fogosa. Nem com a amiga, bêbada e no cio. Menos ainda com ele, por todos os motivos. Todos eles me incomodam, estar longe do meu refúgio me incomoda, e me torno um pouco amarga, ácida e maldosa. Aprendi há muito tempo que isso afasta os outros de mim. Curto de novo minha solidão, mas a trocaria de bom grado por um telefonema, um teatro, um chopinho, uma boa conversa, desde que aconteça com alguém que queira celebrar comigo a VIDA e a arte do ENCONTRO. Sem aparências e sem medo, como convém a uma boa celebração.&lt;br /&gt;Claudia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;[ Domingo, Fevereiro 12, 2006 ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="38169512"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Um amigo me ligou do hospital, em poucas horas irá passar por uma cirurgia que promete mudar sua vida pra sempre: redução de estômago. Do auge de seus mais de duzentos quilos e de todos os prejuízos causados pelo excesso de peso ele se submeterá a uma mutilação que poderá lhe tirar não a vontade, mas a capacidade de digerir o mundo. De uma alimentação que antes chegava a quilos de comida por dia, ele terá que se contentar com um copo de café contendo sopa rala em horários determinados. A cirurgia lhe obrigará a ter uma disciplina alimentar que nunca conheceu, sob risco de morte. A disciplina se estenderá a todas as áreas de sua vida pelos próximos quarenta dias, durante a convalescença. Após esses quarenta dias, espera-se que ele tenha se acostumado a uma rotina completamente nova, e o risco, nesse caso, é o do fracasso. Talvez por medo dele, meu amigo tenha demorado tanto para se decidir a entrar no centro cirúrgico. Depois será o corpo, novo a cada dia. Mais belo, é verdade, porém novo, até que chegue em um ponto completamente desconhecido. Há anos conversamos sobre isso, e sempre concordamos no ponto que não deve ser fácil se acostumar a um corpo que não é seu. Um corpo que rapidamente muda de forma e se torna outro. Está ali, logo embaixo do seu nariz, mas não é seu. É totalmente diferente daquele corpo que se vê ao fechar dos olhos. O espelho se torna uma incógnita, e lá se vão horas e horas em frente ao espelho. Qualquer semelhança com a adolescência não será mera coincidência. Mas por fora... por fora tudo estará sob um mar de rosas, e a dor, o estranhamento, o remorso, a saudade do velho corpo e do velho modus vivendis deverão ser fortemente negados, como reza o manual de boa convivência social (seria psicologuês demais falar em sobrevivência psíquica?). O lado bom disso tudo? O motivo que leva tantas pessoas a se submeter a essa cirurgia? Bom, esses já são tão conhecidos que pouquíssimas pessoas hoje questionam a necessidade da cirurgia. É uma questão de saúde, dizem, um imperativo mordaz. Ou, como disse hoje meu amigo - quando penso em tudo o que eu tenho que passar eu me lembro daquilo que me disseram: você vai ficar tão bonito! Boa sorte, amigo. E, principalmente: força!&lt;br /&gt;Claudia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[ Sexta-feira, Fevereiro 10, 2006 ]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;Queria encontrar um bom jeito pra começar. Explicar o título, talvez...é uma bonita história. Falar de minhas andanças, meus amigos, minha solidão. Falar de planos, pirações, milhões de idéias loucas que me invadem a mente todos os dias. De 108 amigos no Orkut e da dificuldade em achar alguém legal pra sair à noite, pra viajar, bater um papo, talvez. Contar como sonhei a vida toda com uma coisa e agora que tenho...tantas dúvidas! Eternidade, amor, confiança, desconfiança... Enfim, qualquer desses temas seria um bom começo, porque falar do que penso é uma ótima forma de me apresentar. Mas entrei na net só pra olhar meus e-mails, estou com sono e já estou aqui há quase duas horas. Mundo Febril de volta e com novo nome. E, como sempre, em edição por tempo limitado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Claudia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34597612-115855098429195475?l=caroperegrino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caroperegrino.blogspot.com/feeds/115855098429195475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34597612&amp;postID=115855098429195475&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/115855098429195475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34597612/posts/default/115855098429195475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caroperegrino.blogspot.com/2006/09/importando-textos.html' title='Importando textos'/><author><name>Claudia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02295608924506898982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
